TERÇA-FEIRA, 25 DE JULHO DE 2023 ÀS 13:37:47
Síndico acusa de calúnia moradora que fez BO contra multa de condomínio na Vila Alba

ALB, 49 anos, síndico de um condomínio na Vila Alba, em Araçatuba, procurou a reportagem e deu na noite de segunda-feira (24) sua versão após a repercussão do caso que o site da Folha da Região noticiou no fim de semana, com base em dados de boletim de ocorrência, que o envolvia como acusado e tinha como vítima a moradora identificada como AMPD, de 51 anos.

A mulher foi ao Plantão da Polícia Civil na sexta-feira (21) para prestar queixa contra uma cobrança que recebeu do síndico por barulho. Segundo o BO, ela alegou que gritou por socorro após ser agredida pelo do companheiro no hall de entrada do condomínio. Sustentou que não recebeu qualquer assistência do síndico e que, após sofrer a violência, o residencial ainda a multou.

ALB desmente a mulher. Contesta a versão dela afirmando que ela realmente discutiu com o  companheiro na madrugada de segunda (17), causando grande confusão no condomínio, já que o fato mobilizou o deslocamento de cinco viaturas da Polícia Militar ao local. E que, após a chegada da PM, a mulher negou ter sofrido qualquer tipo de agressão.

Por conta da atitude da moradora, garante ALB, e por ela ser reincidentente na produção de circunstâncias do fato — gritar por socorro e, depois, negar ter sido agredida aos policiais —, além da pressão dos outros condôminos que "não agüentam mais as confusões provocadas" pela mulher e seu companheiro, o síndico afirma ter decidido aplicar a multa.

A punição teve como justificativas importunação e descumprimento do regulamento do condomínio. "Não foi a primeira vez que a polícia foi acionada, tanto por causa de gritos pedindo socorro quanto por chamadas de vizinhos revoltados com a arruaça por ela causada", disse o síndico, afirmando, ainda, que a mulher frequentemente ouve música em alto volume após as 22h.

No residencial, a moradora já teria sido alvo de inúmeras reclamações de vizinhos, que conseguiriam ouvir o barulho produzido no apartamento dela a longas distâncias. "Ela e o companheiro sempre chegam embriagados ao prédio, falando alto e discutindo nas madrugadas, o que incomoda todo o bloco", declarou ALB.

Em um grupo de WhatsApp, conforme ele, os moradores constantemente se queixam da situação, que teria se tornado insustentável. "A verdade é que (na sexta-feira) todo mundo ficou preocupado, acordado, porque a bonita estava chapada, apanhado do marido que ela própria deixou subir para o apartamento depois de ter apanhado no dia anterior", disse.

Ele completa: "É uma baixaria frequente. Tenho filho de 9 anos e não tenho disso dentro de minha casa. Ele não é obrigado a ficar presenciando baixaria de gente bêbada", emendou. "E o mais engraçado é que ela fez BO contra o condomínio e, contra o agressor, nada, aí está tudo certo".

O síndico assegurou ainda que a mulher constantemente grita, da sacada de seu apartamento, pedido por socorro, e que em todas as vezes a polícia é chamada, muito embora ela sempre negue, após a chegada dos agentes de segurança, qualquer violência sofrida.

ALB afirmou que o departamento jurídico do condomínio já está providenciando, junto ao Copom (190) da PM os áudios das chamadas de atendimento. E que está reunindo provas e testemunhas para entrar com processo criminal contra a moradora e seu filho, por calúnia e difamação.

O síndico ainda declarou que vem sofrendo represálias nas redes sociais e ameaças pelo relato contido no boletim de ocorrência.

Sobre a alegada discussão dele com o filho da moradora, ALB nega qualquer conflito com membro da família dela — em todas as vezes em que foi chamado a intervir, sempre se ateve em colaborar para resolver o problema e jamais fez uso de qualquer violência contra qualquer morador.


Fonte: Folha da Região